Do Modelo de Dalton ao Modelo de Rutherford-Bohr
Tudo começou com o modelo de Dalton, conhecido como "Bola de Bilhar", que propunha que o átomo era uma esfera maciça, indivisível e indestrutível. Para Dalton, a matéria seria formada por pequenas partículas que não se dividiam, sendo que átomos de um mesmo elemento seriam idênticos entre si, enquanto átomos de elementos diferentes teriam propriedades distintas.
Com o avanço das pesquisas, Thomson descobriu que o átomo possuía natureza elétrica e era divisível. Seu modelo, chamado de "Pudim de Passas", apresentava o átomo como uma esfera de carga positiva com elétrons (partículas negativas) distribuídos por toda sua estrutura, mantendo o átomo eletricamente neutro.
Rutherford revolucionou esse conceito ao demonstrar que o átomo possui um núcleo denso e uma região externa chamada eletrosfera. O núcleo concentraria as partículas de carga positiva (prótons), enquanto a eletrosfera, formada por extensos espaços vazios, abrigaria os elétrons.
💡 Você sabia? Cada novo modelo atômico não substituía completamente o anterior, mas o complementava, corrigindo falhas e adicionando novas descobertas - assim como acontece com todas as teorias científicas!
O modelo de Rutherford-Bohr trouxe o conceito de órbitas eletrônicas circulares ao redor do núcleo, organizadas em camadas ou níveis eletrônicos. Uma contribuição crucial foi a ideia de quantização de energia: os elétrons só poderiam ocupar camadas com valores específicos de energia, não existindo em regiões intermediárias entre as camadas.