Primeiro Reinado e a Constituição
O Primeiro Reinado estabeleceu o Brasil como monarquia sob o comando de Dom Pedro I, que governou de forma autoritária. Nesse período, apenas a elite tinha direito à participação política, enquanto a economia enfrentava uma séria crise. O reconhecimento da independência veio com um preço: Portugal exigiu uma indenização através do Tratado de Amizade e Aliança, enquanto a Inglaterra só reconheceu o Brasil como nação independente após garantir vantagens econômicas no país.
A elaboração da Constituição foi um processo conturbado. Quando a Assembleia Constituinte propôs limitar os poderes do imperador, Dom Pedro I reagiu de maneira drástica, fechando-a durante a "Noite da Agonia", quando ordenou que o exército invadisse o plenário. Depois disso, ele criou sua própria Constituição, que estabeleceu o Poder Moderador, exclusivo do imperador, que controlava os outros três poderes (legislativo, executivo e judiciário).
Em resposta às ações autoritárias do imperador, surgiu a Confederação do Equador (1824) em Pernambuco, que defendia a separação da região do restante do império. O movimento tinha três principais reivindicações: uma nova assembleia constituinte, expulsão dos portugueses e melhor distribuição do poder político. No entanto, o movimento foi sufocado no final de 1824, quando seus últimos líderes foram capturados.
⚠️ Atenção! Não confunda a Conjuração Baiana com a Conjuração Mineira - a primeira tinha caráter popular, enquanto a segunda era elitista. São movimentos anteriores à independência, mas frequentemente cobrados em provas de história!






















