A Era Vargas (1930-1945) foi um dos períodos mais importantes...
Era Vargas: Resumo Completo em PDF


















Introdução à Era Vargas
Você já parou para pensar como surgiram direitos como férias, salário mínimo e descanso semanal? Muitos deles nasceram durante a Era Vargas!
Getúlio Vargas governou o Brasil por 15 anos seguidos (1930-1945), um período que mudou profundamente nossa história. Seu governo pode ser dividido em três fases principais:
- Governo Provisório (1930-1934): Período inicial após a Revolução de 1930
- Governo Constitucional (1934-1937): Quando governou como presidente eleito indiretamente
- Estado Novo (1937-1945): Período ditatorial com maior concentração de poder
Curiosidade: Débora Aladim, autora deste material, também tem um curso gratuito de História do Brasil no YouTube que pode complementar seus estudos!
Para entender esse período fascinante, vamos explorar como Vargas chegou ao poder e como suas políticas transformaram o Brasil.

Antecedentes e Revolução de 1930
Imagine o Brasil após a Primeira Guerra Mundial: o mundo todo estava mudando! As ideias comunistas ganhavam força após a Revolução Russa (1917) e novos movimentos surgiam no país.
O que preparou o terreno para Vargas chegar ao poder?
- A Semana de Arte Moderna (1922) e a fundação do Partido Comunista mostravam que o Brasil queria se renovar
- A Quebra da Bolsa de NY (1929) atingiu em cheio nossa economia cafeeira
- As condições ruins de trabalho e a inflação deixavam a classe média insatisfeita
- As oligarquias dissidentes (grupos políticos poderosos fora de SP e MG) queriam mais espaço
O presidente Washington Luís quebrou a "política do café com leite" (alternância de poder entre São Paulo e Minas Gerais) ao indicar outro paulista, Júlio Prestes, como seu sucessor. Isso irritou profundamente os políticos mineiros!
Em resposta, formou-se a Aliança Liberal (MG, RS, PB), com Getúlio Vargas como candidato. Ele prometia voto secreto, incentivo à indústria e leis trabalhistas - propostas revolucionárias para a época!
Mesmo com a derrota nas urnas (em eleições muito fraudadas), Vargas chegou ao poder através de um movimento revolucionário após o assassinato de seu vice, João Pessoa. Uma junta militar depôs Washington Luís e entregou o poder a Vargas.

Os Líderes da Transição Política
As fotografias oficiais dos presidentes mostram a transição de poder que marcou o início da Era Vargas.
Washington Luís (1926-1930) representava a continuidade da República Velha e dos interesses das oligarquias cafeeiras. Seu governo foi interrompido pelo golpe que trouxe Vargas ao poder.
Júlio Prestes, eleito presidente em 1930, nunca chegou a tomar posse. Sua eleição, marcada por fraudes, foi o estopim para a revolução que mudaria o rumo do país.
Getúlio Vargas assumiu o poder em 1930 e permaneceria como o grande nome da política brasileira por décadas. Sua imagem oficial, de terno e gravata, transmitia a ideia de modernidade que ele queria para o Brasil, em contraste com a política tradicional das oligarquias.
Fato histórico: Vargas voltaria a governar o Brasil entre 1951 e 1954, desta vez eleito democraticamente, mostrando sua incrível capacidade de adaptação política.

O Governo Provisório (1930-1934)
Logo que assumiu o poder, Vargas mostrou a que veio: queria um Brasil mais moderno e centralizado! Suas primeiras ações já mostravam esse caminho:
- Demitiu quase todos os governadores estaduais e colocou interventores (pessoas de sua confiança)
- Fortaleceu o Estado central, diminuindo o poder das oligarquias regionais
- Deu mais poder aos militares, nomeando muitos como interventores estaduais
As oligarquias, especialmente a paulista, ficaram furiosas com essas mudanças. São Paulo, que tinha a economia mais forte do país, se sentia excluído das decisões importantes!
Em 1931, o Brasil sentiu com força os efeitos da Crise de 1929. Para proteger a economia cafeeira, o governo comprou e queimou milhares de sacas de café - uma medida desesperada para manter os preços!
A tensão aumentou tanto que, em 1932, explodiu a Revolução Constitucionalista de São Paulo. Os paulistas pegaram em armas contra Vargas! Embora tenham resistido por três meses, acabaram derrotados pelo governo federal.
Mesmo vencendo, Vargas precisava fazer concessões ao estado mais rico do país. O movimento, ainda que derrotado, conseguiu acelerar a constitucionalização do Brasil, com a aprovação do código eleitoral de 1932 e a convocação de uma Assembleia Constituinte.

O Governo Constitucional (1934-1937)
A Constituição de 1934 trouxe muitas novidades para o Brasil, mesmo que algumas fossem apenas no papel. Entre as principais mudanças estavam:
- Definição do Brasil como República Federativa (embora o poder continuasse centralizado)
- Sistema presidencialista com mandatos de quatro anos
- Voto secreto (dificultando o controle das oligarquias sobre os eleitores)
- Voto feminino (uma grande conquista para as mulheres, exceto analfabetas)
- Leis trabalhistas como salário mínimo, férias remuneradas e regulamentação do trabalho de mulheres e crianças
- Ensino primário gratuito e obrigatório
Nesse período, Vargas foi eleito indiretamente pela Assembleia Constituinte, mas o país caminhava para uma polarização política extrema.
Os militares ganharam muita força no governo Vargas, sendo nomeados interventores em vários estados. Isso ajudava na centralização do poder, mas desagradava profundamente as oligarquias, que perdiam espaço político.
Você sabia? Vargas também instituiu concursos públicos para definir funcionários por mérito, não por favoritismo como era comum na República Velha. Isso foi um passo importante para modernizar a administração pública brasileira!
A insatisfação das oligarquias, especialmente a paulista, continuaria crescendo nos anos seguintes, preparando o terreno para novas transformações políticas.

Tensões Políticas e o Caminho para o Estado Novo
Em 1932, a insatisfação com Vargas já tinha chegado até mesmo a Minas Gerais e Rio Grande do Sul, que inicialmente o apoiaram. O cenário estava explosivo!
A Revolução Constitucionalista de 1932 foi o ápice desse conflito. Após a morte de quatro estudantes em confrontos com tropas do governo, São Paulo se mobilizou contra Vargas. O movimento começou em 9 de julho e durou três meses!
Inicialmente, os paulistas esperavam contar com o apoio de MG e RS, mas esses estados acabaram ficando do lado do governo federal. Mesmo com a derrota militar, o movimento teve vitórias políticas importantes:
- Acelerou a convocação da Assembleia Constituinte
- Conquistou a nomeação de um interventor civil e paulista
- Preparou o terreno para a Constituição de 1934
Mas esse período constitucional seria breve. Vargas estava consolidando seu poder e preparando o caminho para um governo ainda mais centralizador.
A instabilidade política continuava crescendo. De um lado, grupos fascistas ganhavam força. De outro, movimentos de esquerda se organizavam. Essa polarização seria usada por Vargas como justificativa para dar um golpe e instaurar o Estado Novo em 1937.
O Brasil estava prestes a entrar em uma nova fase de sua história, com ainda menos liberdades políticas, mas com importantes transformações econômicas e sociais.

O Conflito entre Integralismo e Aliancismo
No Brasil dos anos 1930, dois movimentos políticos radicais ganharam força e ameaçaram a estabilidade do governo: o Integralismo e o Aliancismo.
O Integralismo Brasileiro, liderado por Plínio Salgado, era nosso movimento mais próximo ao fascismo:
- Defendia um nacionalismo extremo onde o Estado era mais importante que o indivíduo
- Era contra o comunismo, o socialismo, o liberalismo e o capitalismo
- Acreditava que só um líder forte poderia unir o país
- Usava símbolos próprios: a letra grega sigma (Σ), camisas verdes e a saudação "anauê"
- Tinha como lema "Deus, Pátria e Família"
- Atraiu cerca de 100 mil membros, principalmente da classe média, funcionários públicos e militares
Do outro lado estava o Aliancismo, representado pela Aliança Nacional Libertadora (ANL) e liderada por Luís Carlos Prestes:
- Era abertamente antifascista
- Criticava o imperialismo, principalmente o norte-americano
- Defendia a reforma agrária, o não pagamento da dívida externa e nacionalização de empresas estrangeiras
- Queria formar um governo mais popular
- Cresceu rapidamente entre estudantes, militares e classes médias
A polarização entre esses grupos acabaria sendo usada por Vargas para justificar medidas cada vez mais autoritárias, especialmente após a Intentona Comunista de 1935, quando membros da ANL pegaram em armas contra o governo.

A Intentona Comunista e o Caminho para o Golpe
Em 1935, a tensão política no Brasil atingiu seu pico quando Luís Carlos Prestes, líder da ANL, começou a incentivar a população a derrubar o governo Vargas. O governo reagiu imediatamente declarando a ANL ilegal.
Em novembro daquele ano, manifestantes armados enfrentaram o governo no que ficou conhecido como Intentona Comunista. A repressão foi violenta, resultando em mortes e prisões.
Vargas aproveitou esse episódio para:
- Declarar Estado de Sítio, assumindo poderes extraordinários
- Criar um Tribunal de Exceção para julgar os revoltosos
- Ampliar a repressão a opositores
- Unir as forças armadas em torno de um discurso anticomunista
Nos dois anos seguintes, o "medo comunista" foi intensamente explorado pelo governo. O país permaneceu em estado de sítio, dando a Vargas poderes cada vez maiores.
Para consolidar seu plano de golpe, Vargas precisava de uma justificativa final. Foi então que surgiu o famoso Plano Cohen - um documento forjado que supostamente detalhava um plano comunista para tomar o poder, com massacres e atentados.
Você sabia? O Plano Cohen foi uma fraude criada para justificar o golpe do Estado Novo! Foi divulgado na "Hora do Brasil", principal meio de comunicação do governo com a população.
Com o país amedrontado pela ameaça comunista (que na verdade era fictícia), Vargas tinha o caminho aberto para instaurar a ditadura do Estado Novo em novembro de 1937.

O Estado Novo (1937-1945)
"O Estado Novo concentrou a maior soma de poderes até aquele momento da história do Brasil independente." Essa frase do historiador Boris Fausto resume bem o que foi esse período!
Em 10 de novembro de 1937, Getúlio Vargas deu um golpe de estado e instaurou uma ditadura que duraria até 1945. Ele outorgou (impôs) uma nova Constituição, conhecida como "Polaca" porque foi inspirada na Constituição autoritária da Polônia de 1935.
A nova Constituição transformou o Brasil em uma ditadura, concedendo ao presidente poderes quase ilimitados:
- Poder para impor leis sem aprovação do Congresso
- Autoridade para nomear interventores nos estados
- Direito de invadir domicílios e prender pessoas
- Controle total sobre a imprensa através da censura
- Extinção dos partidos políticos
- Proibição de greves
O objetivo principal do Estado Novo era criar um "Estado Forte", capaz de promover a modernização do país sem alterar significativamente as estruturas sociais existentes. Vargas concentrava cada vez mais poder em suas próprias mãos.
Até mesmo os integralistas, que inicialmente apoiaram o golpe, acabaram sendo perseguidos quando Vargas extinguiu todos os partidos políticos em dezembro de 1937. Eles chegaram a tentar um contragolpe, mas foram duramente reprimidos.

A Política Econômica do Estado Novo
Durante o Estado Novo, o Brasil passou por uma importante transformação econômica. O governo adotou uma política nacional-desenvolvimentista, que priorizava o desenvolvimento industrial com forte intervenção do Estado.
Essa política tinha o apoio de diferentes grupos:
- A burocracia civil via na industrialização o caminho para a independência do país
- Os militares acreditavam que a indústria de base fortaleceria a segurança nacional
- Os industriais perceberam que o incentivo à industrialização dependia da intervenção estatal
O momento internacional também favoreceu esse processo. A Grande Depressão e a Segunda Guerra Mundial obrigaram o Brasil a produzir o que antes importava, já que seus parceiros comerciais estavam em crise ou em guerra.
O governo adotou várias medidas para impulsionar a industrialização:
- Proteção tarifária: aumentou tarifas sobre produtos importados similares aos brasileiros
- Incentivos financeiros: juros e empréstimos favoráveis à indústria
- Fixação do salário mínimo
- Desenvolvimento de indústrias de base: petróleo, mineração, siderurgia e energia elétrica
Nesse período foram fundadas empresas fundamentais para o desenvolvimento brasileiro:
- Companhia Siderúrgica Nacional (1941)
- Vale (1942)
- Empresas de geração de energia (1945)
O governo também incentivou a diversificação da agricultura para diminuir a dependência do café, que ainda dominava a economia brasileira.







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Era Vargas: Resumo Completo em PDF
A Era Vargas (1930-1945) foi um dos períodos mais importantes e transformadores da história do Brasil. Durante 15 anos consecutivos, Getúlio Vargas governou o país com políticas que modernizaram o Estado brasileiro, criaram direitos trabalhistas e impulsionaram a industrialização nacional....

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Você já parou para pensar como surgiram direitos como férias, salário mínimo e descanso semanal? Muitos deles nasceram durante a Era Vargas!
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- Governo Provisório (1930-1934): Período inicial após a Revolução de 1930
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Antecedentes e Revolução de 1930
Imagine o Brasil após a Primeira Guerra Mundial: o mundo todo estava mudando! As ideias comunistas ganhavam força após a Revolução Russa (1917) e novos movimentos surgiam no país.
O que preparou o terreno para Vargas chegar ao poder?
- A Semana de Arte Moderna (1922) e a fundação do Partido Comunista mostravam que o Brasil queria se renovar
- A Quebra da Bolsa de NY (1929) atingiu em cheio nossa economia cafeeira
- As condições ruins de trabalho e a inflação deixavam a classe média insatisfeita
- As oligarquias dissidentes (grupos políticos poderosos fora de SP e MG) queriam mais espaço
O presidente Washington Luís quebrou a "política do café com leite" (alternância de poder entre São Paulo e Minas Gerais) ao indicar outro paulista, Júlio Prestes, como seu sucessor. Isso irritou profundamente os políticos mineiros!
Em resposta, formou-se a Aliança Liberal (MG, RS, PB), com Getúlio Vargas como candidato. Ele prometia voto secreto, incentivo à indústria e leis trabalhistas - propostas revolucionárias para a época!
Mesmo com a derrota nas urnas (em eleições muito fraudadas), Vargas chegou ao poder através de um movimento revolucionário após o assassinato de seu vice, João Pessoa. Uma junta militar depôs Washington Luís e entregou o poder a Vargas.

Os Líderes da Transição Política
As fotografias oficiais dos presidentes mostram a transição de poder que marcou o início da Era Vargas.
Washington Luís (1926-1930) representava a continuidade da República Velha e dos interesses das oligarquias cafeeiras. Seu governo foi interrompido pelo golpe que trouxe Vargas ao poder.
Júlio Prestes, eleito presidente em 1930, nunca chegou a tomar posse. Sua eleição, marcada por fraudes, foi o estopim para a revolução que mudaria o rumo do país.
Getúlio Vargas assumiu o poder em 1930 e permaneceria como o grande nome da política brasileira por décadas. Sua imagem oficial, de terno e gravata, transmitia a ideia de modernidade que ele queria para o Brasil, em contraste com a política tradicional das oligarquias.
Fato histórico: Vargas voltaria a governar o Brasil entre 1951 e 1954, desta vez eleito democraticamente, mostrando sua incrível capacidade de adaptação política.

O Governo Provisório (1930-1934)
Logo que assumiu o poder, Vargas mostrou a que veio: queria um Brasil mais moderno e centralizado! Suas primeiras ações já mostravam esse caminho:
- Demitiu quase todos os governadores estaduais e colocou interventores (pessoas de sua confiança)
- Fortaleceu o Estado central, diminuindo o poder das oligarquias regionais
- Deu mais poder aos militares, nomeando muitos como interventores estaduais
As oligarquias, especialmente a paulista, ficaram furiosas com essas mudanças. São Paulo, que tinha a economia mais forte do país, se sentia excluído das decisões importantes!
Em 1931, o Brasil sentiu com força os efeitos da Crise de 1929. Para proteger a economia cafeeira, o governo comprou e queimou milhares de sacas de café - uma medida desesperada para manter os preços!
A tensão aumentou tanto que, em 1932, explodiu a Revolução Constitucionalista de São Paulo. Os paulistas pegaram em armas contra Vargas! Embora tenham resistido por três meses, acabaram derrotados pelo governo federal.
Mesmo vencendo, Vargas precisava fazer concessões ao estado mais rico do país. O movimento, ainda que derrotado, conseguiu acelerar a constitucionalização do Brasil, com a aprovação do código eleitoral de 1932 e a convocação de uma Assembleia Constituinte.

O Governo Constitucional (1934-1937)
A Constituição de 1934 trouxe muitas novidades para o Brasil, mesmo que algumas fossem apenas no papel. Entre as principais mudanças estavam:
- Definição do Brasil como República Federativa (embora o poder continuasse centralizado)
- Sistema presidencialista com mandatos de quatro anos
- Voto secreto (dificultando o controle das oligarquias sobre os eleitores)
- Voto feminino (uma grande conquista para as mulheres, exceto analfabetas)
- Leis trabalhistas como salário mínimo, férias remuneradas e regulamentação do trabalho de mulheres e crianças
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Nesse período, Vargas foi eleito indiretamente pela Assembleia Constituinte, mas o país caminhava para uma polarização política extrema.
Os militares ganharam muita força no governo Vargas, sendo nomeados interventores em vários estados. Isso ajudava na centralização do poder, mas desagradava profundamente as oligarquias, que perdiam espaço político.
Você sabia? Vargas também instituiu concursos públicos para definir funcionários por mérito, não por favoritismo como era comum na República Velha. Isso foi um passo importante para modernizar a administração pública brasileira!
A insatisfação das oligarquias, especialmente a paulista, continuaria crescendo nos anos seguintes, preparando o terreno para novas transformações políticas.

Tensões Políticas e o Caminho para o Estado Novo
Em 1932, a insatisfação com Vargas já tinha chegado até mesmo a Minas Gerais e Rio Grande do Sul, que inicialmente o apoiaram. O cenário estava explosivo!
A Revolução Constitucionalista de 1932 foi o ápice desse conflito. Após a morte de quatro estudantes em confrontos com tropas do governo, São Paulo se mobilizou contra Vargas. O movimento começou em 9 de julho e durou três meses!
Inicialmente, os paulistas esperavam contar com o apoio de MG e RS, mas esses estados acabaram ficando do lado do governo federal. Mesmo com a derrota militar, o movimento teve vitórias políticas importantes:
- Acelerou a convocação da Assembleia Constituinte
- Conquistou a nomeação de um interventor civil e paulista
- Preparou o terreno para a Constituição de 1934
Mas esse período constitucional seria breve. Vargas estava consolidando seu poder e preparando o caminho para um governo ainda mais centralizador.
A instabilidade política continuava crescendo. De um lado, grupos fascistas ganhavam força. De outro, movimentos de esquerda se organizavam. Essa polarização seria usada por Vargas como justificativa para dar um golpe e instaurar o Estado Novo em 1937.
O Brasil estava prestes a entrar em uma nova fase de sua história, com ainda menos liberdades políticas, mas com importantes transformações econômicas e sociais.

O Conflito entre Integralismo e Aliancismo
No Brasil dos anos 1930, dois movimentos políticos radicais ganharam força e ameaçaram a estabilidade do governo: o Integralismo e o Aliancismo.
O Integralismo Brasileiro, liderado por Plínio Salgado, era nosso movimento mais próximo ao fascismo:
- Defendia um nacionalismo extremo onde o Estado era mais importante que o indivíduo
- Era contra o comunismo, o socialismo, o liberalismo e o capitalismo
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Do outro lado estava o Aliancismo, representado pela Aliança Nacional Libertadora (ANL) e liderada por Luís Carlos Prestes:
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A polarização entre esses grupos acabaria sendo usada por Vargas para justificar medidas cada vez mais autoritárias, especialmente após a Intentona Comunista de 1935, quando membros da ANL pegaram em armas contra o governo.

A Intentona Comunista e o Caminho para o Golpe
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"O Estado Novo concentrou a maior soma de poderes até aquele momento da história do Brasil independente." Essa frase do historiador Boris Fausto resume bem o que foi esse período!
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- Poder para impor leis sem aprovação do Congresso
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Até mesmo os integralistas, que inicialmente apoiaram o golpe, acabaram sendo perseguidos quando Vargas extinguiu todos os partidos políticos em dezembro de 1937. Eles chegaram a tentar um contragolpe, mas foram duramente reprimidos.

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