Da Filosofia Medieval à Moderna
A filosofia medieval se baseava na fé cristã enquanto mantinha influências gregas. Santo Agostinho, doutor da Igreja Católica e fundador da escola patrística, adaptou o pensamento de Platão ao cristianismo. Ele acreditava na prioridade da fé sobre a razão, ainda que as conciliasse.
Tomás de Aquino, outro doutor da Igreja e fundador da escolástica, cristianizou as ideias de Aristóteles. Ele desenvolveu as famosas cinco vias para provar a existência de Deus, incluindo conceitos como causa primeira e motor imóvel.
A filosofia moderna ampliou os debates para métodos científicos e relações humanas. Francis Bacon propôs o empirismo indutivo - observação, organização, hipóteses e experimentação - e alertou sobre os "ídolos" que atrapalham o conhecimento verdadeiro. René Descartes defendeu o racionalismo e sua famosa dúvida metódica, resumida no "penso, logo existo".
Immanuel Kant tentou resolver a contradição entre racionalismo e empirismo através do criticismo. Ele classificou o conhecimento em três tipos de juízos: analíticos, sintéticos e sintéticos a priori. Sua ética se baseia em imperativos categóricos (ações movidas pela razão) em vez de hipotéticos (movidos pela paixão).
🧠 Dica de estudo: Lembre-se que a moral (regras sociais) e a ética (reflexão sobre ações) são conceitos diferentes. Para Kant, a ética deve influenciar a moral, nunca o contrário!
Enquanto a filosofia antiga buscava a origem do universo, a medieval focava na relação com Deus, e a moderna se dedicou a entender o próprio processo de conhecimento humano.