Tecidos Vegetais e Suas Funções
Os meristemas são responsáveis pelo crescimento das plantas. O meristema primário se divide em protoderme (origina a epiderme), meristema fundamental (origina tecidos de preenchimento) e procâmbio (origina tecidos vasculares). Já o meristema secundário inclui o felogênio (produz súber na casca) e o câmbio (produz floema e xilema).
Os tecidos de revestimento e proteção são fundamentais para a sobrevivência vegetal. A epiderme contém células vivas cobertas por cutícula que evita desidratação, além de estruturas especializadas como tricomas, acúleos e estômatos para trocas gasosas. O súber possui células mortas e lenticelas que permitem trocas gasosas no caule.
Para preenchimento, as plantas possuem o parênquima com células vivas que se especializam conforme a função: clorofiliano (fotossíntese), amilífero (armazena amido), aerífero (plantas aquáticas) ou aquífero (plantas de ambientes secos). Já os tecidos de sustentação incluem o colênquima (células vivas com reforço de celulose, dando flexibilidade) e o esclerênquima (células mortas com lignina, proporcionando rigidez).
Curiosidade: O esclerênquima é considerado o "tecido ósseo vegetal" devido à sua rigidez e função de sustentação, semelhante aos nossos ossos!
A condução de seiva ocorre por dois tecidos principais: o xilema (mais interno, com células mortas reforçadas com lignina) transporta a seiva bruta (água e sais minerais), enquanto o floema (mais externo, com células vivas e anucleadas) transporta a seiva elaborada produzida na fotossíntese. A comunicação entre células vegetais acontece através de estruturas chamadas plasmodesmos.