A acentuação, pontuação e gramática correta são fundamentais para a...
Resumo de Português: Principais Tópicos



















































Acentuação
A acentuação é super importante para diferenciar palavras e seus significados. Você já reparou como sabiá, sábia e sabia são palavras diferentes?
As regras de acentuação seguem alguns padrões:
-
Monossílabos tônicos: acentuamos quando terminam em A, E, O ou em ditongos abertos (pá, três, céu)
-
Oxítonas: acentuamos quando terminam em A, E, O, EM(ns) ou em ditongos abertos (café, sofá, herói)
-
Paroxítonas: acentuamos todas, EXCETO as terminadas em A, E, O, EM(ns) (fácil, hífen, álbum)
-
Proparoxítonas: acentuamos TODAS, sem exceção (líquida, pública, anencéfalo)
Atenção! Para os hiatos com I e U tônicos, usamos acento quando eles estiverem sozinhos na sílaba ou acompanhados de S: baú, saúde, país. Não acentuamos quando o hiato vier seguido de NH (rainha) ou quando for repetido (voo, enjoo).
Após a reforma ortográfica, a maioria dos acentos diferenciais foi abolida. Os que permaneceram são:
- Pôde (passado) x Pode (presente)
- Pôr (verbo) x Por (preposição)
- Têm/Vêm (3ª pessoa plural) x Tem/Vem (3ª pessoa singular)

Regras do Hífen
O hífen causa muita confusão, mas seguindo algumas regras básicas fica mais fácil:
Quando NÃO usar hífen:
- Entre vogais diferentes: autoestrada, agroindustrial, videoaulas
- Entre consoantes diferentes: hipermercado, intermunicipal
- Entre palavras com elementos de ligação: mão de obra, dia a dia
- Após "não" e "quase"
Quando USAR hífen:
- Entre vogais iguais: micro-ondas, contra-ataque, auto-observação
- Entre consoantes iguais: super-romântico, hiper-resistente
- Antes de palavra iniciada com H: anti-higiênico, pré-história
- Com prefixos como recém, além, ex, vice, pré: recém-casado, ex-presidente
- Com prefixos "sub" e "sob" antes de R ou B: sub-região, sub-biblioteca
Importante! Quando não há elemento de ligação entre as palavras, usamos hífen: guarda-chuva, arco-íris, pega-pega, porta-malas.
Algumas exceções que podem cair em provas: mais-que-perfeito, cor-de-rosa, pé-de-meia, pimenta-do-reino. Melhor decorá-las!
Uma regra prática é: se cada parte tem significado próprio e juntas formam um novo conceito sem palavra de ligação, use hífen.

Concordância
A concordância verbal é a relação entre o sujeito e o verbo, enquanto a concordância nominal é a relação entre substantivos e seus modificadores.
Com sujeito simples, o verbo concorda com o núcleo. Para identificar, comece pelo verbo e trace uma seta até o sujeito:
- A maioria dos servidores públicos entrou/entraram em greve. (concordância facultativa)
- 20% do eleitorado ficou/ficaram revoltados. (concordância facultativa)
Expressões como "mais de um", "menos de dois" seguem regras específicas:
- Mais de um cliente se queixou. (singular)
- Mais de dois clientes se queixaram. (plural)
Para sujeitos compostos, temos:
- Sujeito composto anteposto ao verbo: concordância no plural (Mário e Heber viajaram)
- Sujeito composto posposto ao verbo: concordância no plural OU com o mais próximo (Viajaram Mário e Heber / Viajou Mário e Heber)
Atenção! Quando temos sujeito indeterminado com partícula apassivadora (SE), o verbo fica no singular: Vive-se bem aqui, Trabalha-se muito.
Em orações sem sujeito, como fenômenos naturais e expressões de tempo, o verbo fica no singular: Choveu muito, Faz 6 meses que não viajo, Há 6 meses não saio.
Quando o sujeito é uma oração (sujeito oracional), o verbo fica na 3ª pessoa do singular: Jamais me ocorre desistir, Não me importa que eu tente mil vezes.

Mais Concordância
Existem regras especiais para casos específicos de concordância:
Se os núcleos do sujeito são infinitivos, o verbo fica no singular: Comer, rezar e amar se tornou meu lema.
Mas quando os infinitivos estão determinados ou são antônimos, usamos o plural: O errar e o assumir dependem do caráter, Dormir e acordar constituem características humanas.
Com os pronomes relativos "que" e "quem":
- Com "que", o verbo concorda com o antecedente: Fui eu que convidei / Fomos nós que convidamos
- Com "quem", geralmente concordamos com o próprio "quem": Fui eu quem convidou (mas também é possível: Fui eu quem convidei)
Pronomes de tratamento sempre levam o verbo para a 3ª pessoa:
- Vossa Excelência perdeu sua carteira
Dica importante! Com verbos na voz passiva, sempre identifique o sujeito paciente e faça a concordância com ele: Vendem-se casas (casas são vendidas) / Vende-se casa (casa é vendida)
Quando um adjetivo se refere a dois ou mais substantivos, pode concordar:
- Com todos (concordância total): alunos e alunas dedicados
- Com o mais próximo (concordância atrativa): alunos e alunas dedicadas
Expressões como "É bom", "É necessário", "É proibido" são invariáveis, mas se vierem com artigo, o adjetivo concorda: É necessário disciplina / A cafeína é boa para os nervos.

Regência
A regência trata da relação entre palavras, especialmente a relação entre o verbo e seus complementos, determinando qual preposição usar.
Alguns verbos mudam de sentido conforme a regência:
-
Visar:
- Sem preposição (VTD): rubricar, assinar
- Com preposição "a" (VTI): almejar, ter como objetivo
-
Assistir:
- Com preposição "a" (VTI): presenciar, ver
- Sem preposição (VTD): ajudar, prestar assistência
-
Aspirar:
- Com preposição "a" (VTI): almejar, desejar
- Sem preposição (VTD): sorver, inspirar ar
-
Preferir: sempre é VTDI (preferir uma coisa a outra)
-
Esquecer/Lembrar:
- Sem pronome: VTD (esquecer/lembrar o tema)
- Com pronome: VTI + "de" (esquecer-me do tema)
Atenção! Verbos como ir, chegar, voltar, comparecer são intransitivos e exigem a preposição "a" para indicar lugar, nunca "em": Fui ao mercado (não "no" mercado).
Os verbos informar, avisar e comunicar são VTDI (pedem objeto direto e indireto). Já o verbo implicar, no sentido de "resultar", é VTD, enquanto no sentido de "irritar" é VTI (implicar com alguém).
Ao usar pronomes relativos, a regência não muda, só precisamos encaixar o pronome na estrutura: Comparecemos à reunião → A reunião a que comparecemos foi produtiva.

Crase
A crase é a fusão da preposição "a" com o artigo feminino "a" ou com o "a" inicial de pronomes demonstrativos e relativos. É marcada pelo acento grave (`).
Usamos crase quando temos:
-
Preposição "a" + artigo "a" feminino:
- Assisti à novela (assistir exige preposição "a" e novela é feminino)
- Estou visando à remuneração (visar exige "a" e remuneração é feminino)
-
Preposição "a" + pronome demonstrativo aquele/aquela:
- Refiro-me àquela pessoa (refiro-me a + aquela)
-
Em locuções femininas:
- à noite, à tarde, às vezes, à toa, à direita, à beira de
Não usamos crase:
- Antes de palavras masculinas
- Antes de verbos
- Antes de "uma" (numeral)
- Antes de pronomes de tratamento (exceto senhora)
- Em palavras no sentido genérico ou indefinido
Dica útil! A crase é facultativa antes de nomes próprios femininos e pronomes possessivos femininos: Fui à/a casa de Maria / Refiro-me à/a sua opinião.
As principais locuções femininas com crase são: à medida que, à proporção que, à toa, à noite, à tarde, às vezes, às pressas, à vista, à direita, à vontade.
O truque é substituir por um termo masculino: se precisar usar "ao", então use "à" para o feminino.

Verbos e Regência com Pronomes Relativos
Os verbos exigem diferentes preposições, e isso se mantém quando usamos pronomes relativos:
- Chegamos a + o lugar → O lugar a que chegamos era lindo
- A reunião à qual comparecemos foi produtiva (com "qual" já temos a fusão da preposição a + a)
Com o pronome relativo "onde", só use para lugares físicos:
- A academia onde treino (correto)
- ❌ Essa é a hora onde o aluno se desespera (incorreto)
- ✓ Essa é a hora em que o aluno se desespera (correto)
Para verbos com sentido de direção, use "aonde":
- Vou aonde eu quiser (correto, pois o verbo "ir" pede a preposição "a")
Os substantivos podem ser:
- Comuns: designam seres da mesma espécie (homem, cachorro)
- Próprios: individualizam um ser (Pedro, Brasil)
- Simples: formados por uma palavra (casa)
- Compostos: formados por mais de uma palavra (guarda-chuva)
- Concretos: designam seres reais ou imaginários (mesa, fada)
- Abstratos: designam ações, estados, sentimentos (amor, beleza)
Lembre-se! Na flexão dos substantivos compostos, se ambos são variáveis (substantivo+substantivo), os dois variam: couves-flores. Se temos verbo+substantivo, só o segundo varia: beija-flores.
O artigo tem o poder de substantivar qualquer classe: O fazer é melhor que o esperar (verbos substantivados).

Crase e Substantivos
A crase tem regras específicas e algumas armadilhas comuns:
Crase obrigatória:
- Em locuções femininas (à toa, à deriva, à espera)
- Quando temos preposição "a" + artigo "a" feminino
- Com preposição "a" + palavras como aquela, a qual, a que
Crase proibida:
- Antes de palavras masculinas
- Antes de verbos
- Antes do numeral "uma"
- Antes de pronomes de tratamento (exceto senhora)
- Quando a palavra estiver em sentido genérico
Crase facultativa:
- Antes de nomes próprios femininos
- Antes de pronomes possessivos femininos
- Após a preposição "até"
- Entre palavras repetidas
Você sabia? Quando dizemos "Vou a casa" (sem crase), estamos nos referindo à nossa própria casa. Quando dizemos "Vou à casa de Maria" (com crase), estamos indo à casa de outra pessoa.
Os substantivos são palavras variáveis que dão nomes aos seres. São o núcleo das funções nominais e recebem modificadores (determinantes) que devem concordar com ele:
Os seus cinco patinhos amarelados foram nadar na lagoa.
Adjetivos são palavras que caracterizam os substantivos. Podem ter valor objetivo (característica inerente: turista japonês) ou subjetivo (juízo de valor: turista velho).

Substantivos e Adjetivos
Os substantivos podem ser formados por diferentes processos:
Derivação sufixal:
- pescar → pescaria
- filmar → filmagem
- corromper → corrupção
Derivação regressiva:
- cantar → canto
- almoçar → almoço
- causar → causa
Os adjetivos são palavras variáveis que se referem ao substantivo e têm função de adjunto adnominal.
Valores do adjetivo:
- Valor objetivo (relacional): característica inerente, não pode ser graduada ou alterada de posição (turista japonês, sistema eletrônico)
- Valor subjetivo (opinativo): juízo de valor, pode ser graduado e deslocado (turista velho, sistema corrupto)
A posição do adjetivo pode alterar o sentido:
- Homem pobre (sem dinheiro) x Pobre homem (coitado)
- Alemão nazista (pessoa da Alemanha que é nazista) x Nazista alemão (nazista que nasceu na Alemanha)
Importante! Adjetivos têm graus de comparação: normal (alto), comparativo (mais alto que, tão alto como, menos alto que) e superlativo (altíssimo, muito alto).
As locuções adjetivas são expressões que equivalem a um adjetivo:
- forma de ogiva = forma ogival
- chocolates da Suíça = chocolates suíços
- hábitos de velho = hábitos senis

Artigos e Advérbios
Os artigos são fundamentais para determinar se um substantivo é conhecido ou não:
- O artigo definido (o, a, os, as) indica que o substantivo é familiar ou já mencionado.
- O artigo indefinido (um, uma, uns, umas) indica algo não específico.
A presença ou ausência do artigo muda o sentido:
- "Não dou ouvidos ao político" (político específico)
- "Não dou ouvidos a político" (qualquer político)
O artigo também pode universalizar uma espécie: "O homem é mortal" (todo homem).
Os advérbios são palavras invariáveis que modificam verbos, adjetivos e outros advérbios, indicando circunstâncias:
- Tempo: hoje, ontem, sempre
- Lugar: aqui, ali, lá
- Modo: bem, mal, assim
- Intensidade: muito, pouco, demais
- Afirmação: sim, certamente
- Negação: não, jamais
- Dúvida: talvez, possivelmente
Dica! Há palavras chamadas denotativas que muitas vezes são confundidas com advérbios, como palavras de inclusão (até, inclusive), exclusão (só, exceto), retificação (aliás, ou melhor) e designação (eis).
As preposições podem ser essenciais (a, com, de, em, para) ou acidentais (como, conforme, durante). Elas estabelecem relações entre as palavras, indicando sentidos como:
- instrumento: Escrevi a caneta
- matéria: Meu violão é de mogno
- causa: Estou morrendo de frio
- assunto: Não fale de corrupção








































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Uau, estou realmente impressionado. Eu experimentei o app porque vi muitos anúncios e fiquei absolutamente maravilhado. Este app é A AJUDA que você quer para a escola e, acima de tudo, oferece muitas coisas, como treinos e resumos, que têm sido MUITO úteis para mim pessoalmente.
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Acentuação
A acentuação é super importante para diferenciar palavras e seus significados. Você já reparou como sabiá, sábia e sabia são palavras diferentes?
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Após a reforma ortográfica, a maioria dos acentos diferenciais foi abolida. Os que permaneceram são:
- Pôde (passado) x Pode (presente)
- Pôr (verbo) x Por (preposição)
- Têm/Vêm (3ª pessoa plural) x Tem/Vem (3ª pessoa singular)

Regras do Hífen
O hífen causa muita confusão, mas seguindo algumas regras básicas fica mais fácil:
Quando NÃO usar hífen:
- Entre vogais diferentes: autoestrada, agroindustrial, videoaulas
- Entre consoantes diferentes: hipermercado, intermunicipal
- Entre palavras com elementos de ligação: mão de obra, dia a dia
- Após "não" e "quase"
Quando USAR hífen:
- Entre vogais iguais: micro-ondas, contra-ataque, auto-observação
- Entre consoantes iguais: super-romântico, hiper-resistente
- Antes de palavra iniciada com H: anti-higiênico, pré-história
- Com prefixos como recém, além, ex, vice, pré: recém-casado, ex-presidente
- Com prefixos "sub" e "sob" antes de R ou B: sub-região, sub-biblioteca
Importante! Quando não há elemento de ligação entre as palavras, usamos hífen: guarda-chuva, arco-íris, pega-pega, porta-malas.
Algumas exceções que podem cair em provas: mais-que-perfeito, cor-de-rosa, pé-de-meia, pimenta-do-reino. Melhor decorá-las!
Uma regra prática é: se cada parte tem significado próprio e juntas formam um novo conceito sem palavra de ligação, use hífen.

Concordância
A concordância verbal é a relação entre o sujeito e o verbo, enquanto a concordância nominal é a relação entre substantivos e seus modificadores.
Com sujeito simples, o verbo concorda com o núcleo. Para identificar, comece pelo verbo e trace uma seta até o sujeito:
- A maioria dos servidores públicos entrou/entraram em greve. (concordância facultativa)
- 20% do eleitorado ficou/ficaram revoltados. (concordância facultativa)
Expressões como "mais de um", "menos de dois" seguem regras específicas:
- Mais de um cliente se queixou. (singular)
- Mais de dois clientes se queixaram. (plural)
Para sujeitos compostos, temos:
- Sujeito composto anteposto ao verbo: concordância no plural (Mário e Heber viajaram)
- Sujeito composto posposto ao verbo: concordância no plural OU com o mais próximo (Viajaram Mário e Heber / Viajou Mário e Heber)
Atenção! Quando temos sujeito indeterminado com partícula apassivadora (SE), o verbo fica no singular: Vive-se bem aqui, Trabalha-se muito.
Em orações sem sujeito, como fenômenos naturais e expressões de tempo, o verbo fica no singular: Choveu muito, Faz 6 meses que não viajo, Há 6 meses não saio.
Quando o sujeito é uma oração (sujeito oracional), o verbo fica na 3ª pessoa do singular: Jamais me ocorre desistir, Não me importa que eu tente mil vezes.

Mais Concordância
Existem regras especiais para casos específicos de concordância:
Se os núcleos do sujeito são infinitivos, o verbo fica no singular: Comer, rezar e amar se tornou meu lema.
Mas quando os infinitivos estão determinados ou são antônimos, usamos o plural: O errar e o assumir dependem do caráter, Dormir e acordar constituem características humanas.
Com os pronomes relativos "que" e "quem":
- Com "que", o verbo concorda com o antecedente: Fui eu que convidei / Fomos nós que convidamos
- Com "quem", geralmente concordamos com o próprio "quem": Fui eu quem convidou (mas também é possível: Fui eu quem convidei)
Pronomes de tratamento sempre levam o verbo para a 3ª pessoa:
- Vossa Excelência perdeu sua carteira
Dica importante! Com verbos na voz passiva, sempre identifique o sujeito paciente e faça a concordância com ele: Vendem-se casas (casas são vendidas) / Vende-se casa (casa é vendida)
Quando um adjetivo se refere a dois ou mais substantivos, pode concordar:
- Com todos (concordância total): alunos e alunas dedicados
- Com o mais próximo (concordância atrativa): alunos e alunas dedicadas
Expressões como "É bom", "É necessário", "É proibido" são invariáveis, mas se vierem com artigo, o adjetivo concorda: É necessário disciplina / A cafeína é boa para os nervos.

Regência
A regência trata da relação entre palavras, especialmente a relação entre o verbo e seus complementos, determinando qual preposição usar.
Alguns verbos mudam de sentido conforme a regência:
-
Visar:
- Sem preposição (VTD): rubricar, assinar
- Com preposição "a" (VTI): almejar, ter como objetivo
-
Assistir:
- Com preposição "a" (VTI): presenciar, ver
- Sem preposição (VTD): ajudar, prestar assistência
-
Aspirar:
- Com preposição "a" (VTI): almejar, desejar
- Sem preposição (VTD): sorver, inspirar ar
-
Preferir: sempre é VTDI (preferir uma coisa a outra)
-
Esquecer/Lembrar:
- Sem pronome: VTD (esquecer/lembrar o tema)
- Com pronome: VTI + "de" (esquecer-me do tema)
Atenção! Verbos como ir, chegar, voltar, comparecer são intransitivos e exigem a preposição "a" para indicar lugar, nunca "em": Fui ao mercado (não "no" mercado).
Os verbos informar, avisar e comunicar são VTDI (pedem objeto direto e indireto). Já o verbo implicar, no sentido de "resultar", é VTD, enquanto no sentido de "irritar" é VTI (implicar com alguém).
Ao usar pronomes relativos, a regência não muda, só precisamos encaixar o pronome na estrutura: Comparecemos à reunião → A reunião a que comparecemos foi produtiva.

Crase
A crase é a fusão da preposição "a" com o artigo feminino "a" ou com o "a" inicial de pronomes demonstrativos e relativos. É marcada pelo acento grave (`).
Usamos crase quando temos:
-
Preposição "a" + artigo "a" feminino:
- Assisti à novela (assistir exige preposição "a" e novela é feminino)
- Estou visando à remuneração (visar exige "a" e remuneração é feminino)
-
Preposição "a" + pronome demonstrativo aquele/aquela:
- Refiro-me àquela pessoa (refiro-me a + aquela)
-
Em locuções femininas:
- à noite, à tarde, às vezes, à toa, à direita, à beira de
Não usamos crase:
- Antes de palavras masculinas
- Antes de verbos
- Antes de "uma" (numeral)
- Antes de pronomes de tratamento (exceto senhora)
- Em palavras no sentido genérico ou indefinido
Dica útil! A crase é facultativa antes de nomes próprios femininos e pronomes possessivos femininos: Fui à/a casa de Maria / Refiro-me à/a sua opinião.
As principais locuções femininas com crase são: à medida que, à proporção que, à toa, à noite, à tarde, às vezes, às pressas, à vista, à direita, à vontade.
O truque é substituir por um termo masculino: se precisar usar "ao", então use "à" para o feminino.

Verbos e Regência com Pronomes Relativos
Os verbos exigem diferentes preposições, e isso se mantém quando usamos pronomes relativos:
- Chegamos a + o lugar → O lugar a que chegamos era lindo
- A reunião à qual comparecemos foi produtiva (com "qual" já temos a fusão da preposição a + a)
Com o pronome relativo "onde", só use para lugares físicos:
- A academia onde treino (correto)
- ❌ Essa é a hora onde o aluno se desespera (incorreto)
- ✓ Essa é a hora em que o aluno se desespera (correto)
Para verbos com sentido de direção, use "aonde":
- Vou aonde eu quiser (correto, pois o verbo "ir" pede a preposição "a")
Os substantivos podem ser:
- Comuns: designam seres da mesma espécie (homem, cachorro)
- Próprios: individualizam um ser (Pedro, Brasil)
- Simples: formados por uma palavra (casa)
- Compostos: formados por mais de uma palavra (guarda-chuva)
- Concretos: designam seres reais ou imaginários (mesa, fada)
- Abstratos: designam ações, estados, sentimentos (amor, beleza)
Lembre-se! Na flexão dos substantivos compostos, se ambos são variáveis (substantivo+substantivo), os dois variam: couves-flores. Se temos verbo+substantivo, só o segundo varia: beija-flores.
O artigo tem o poder de substantivar qualquer classe: O fazer é melhor que o esperar (verbos substantivados).

Crase e Substantivos
A crase tem regras específicas e algumas armadilhas comuns:
Crase obrigatória:
- Em locuções femininas (à toa, à deriva, à espera)
- Quando temos preposição "a" + artigo "a" feminino
- Com preposição "a" + palavras como aquela, a qual, a que
Crase proibida:
- Antes de palavras masculinas
- Antes de verbos
- Antes do numeral "uma"
- Antes de pronomes de tratamento (exceto senhora)
- Quando a palavra estiver em sentido genérico
Crase facultativa:
- Antes de nomes próprios femininos
- Antes de pronomes possessivos femininos
- Após a preposição "até"
- Entre palavras repetidas
Você sabia? Quando dizemos "Vou a casa" (sem crase), estamos nos referindo à nossa própria casa. Quando dizemos "Vou à casa de Maria" (com crase), estamos indo à casa de outra pessoa.
Os substantivos são palavras variáveis que dão nomes aos seres. São o núcleo das funções nominais e recebem modificadores (determinantes) que devem concordar com ele:
Os seus cinco patinhos amarelados foram nadar na lagoa.
Adjetivos são palavras que caracterizam os substantivos. Podem ter valor objetivo (característica inerente: turista japonês) ou subjetivo (juízo de valor: turista velho).

Substantivos e Adjetivos
Os substantivos podem ser formados por diferentes processos:
Derivação sufixal:
- pescar → pescaria
- filmar → filmagem
- corromper → corrupção
Derivação regressiva:
- cantar → canto
- almoçar → almoço
- causar → causa
Os adjetivos são palavras variáveis que se referem ao substantivo e têm função de adjunto adnominal.
Valores do adjetivo:
- Valor objetivo (relacional): característica inerente, não pode ser graduada ou alterada de posição (turista japonês, sistema eletrônico)
- Valor subjetivo (opinativo): juízo de valor, pode ser graduado e deslocado (turista velho, sistema corrupto)
A posição do adjetivo pode alterar o sentido:
- Homem pobre (sem dinheiro) x Pobre homem (coitado)
- Alemão nazista (pessoa da Alemanha que é nazista) x Nazista alemão (nazista que nasceu na Alemanha)
Importante! Adjetivos têm graus de comparação: normal (alto), comparativo (mais alto que, tão alto como, menos alto que) e superlativo (altíssimo, muito alto).
As locuções adjetivas são expressões que equivalem a um adjetivo:
- forma de ogiva = forma ogival
- chocolates da Suíça = chocolates suíços
- hábitos de velho = hábitos senis

Artigos e Advérbios
Os artigos são fundamentais para determinar se um substantivo é conhecido ou não:
- O artigo definido (o, a, os, as) indica que o substantivo é familiar ou já mencionado.
- O artigo indefinido (um, uma, uns, umas) indica algo não específico.
A presença ou ausência do artigo muda o sentido:
- "Não dou ouvidos ao político" (político específico)
- "Não dou ouvidos a político" (qualquer político)
O artigo também pode universalizar uma espécie: "O homem é mortal" (todo homem).
Os advérbios são palavras invariáveis que modificam verbos, adjetivos e outros advérbios, indicando circunstâncias:
- Tempo: hoje, ontem, sempre
- Lugar: aqui, ali, lá
- Modo: bem, mal, assim
- Intensidade: muito, pouco, demais
- Afirmação: sim, certamente
- Negação: não, jamais
- Dúvida: talvez, possivelmente
Dica! Há palavras chamadas denotativas que muitas vezes são confundidas com advérbios, como palavras de inclusão (até, inclusive), exclusão (só, exceto), retificação (aliás, ou melhor) e designação (eis).
As preposições podem ser essenciais (a, com, de, em, para) ou acidentais (como, conforme, durante). Elas estabelecem relações entre as palavras, indicando sentidos como:
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