A concordância nominal é uma regra gramatical fundamental que orienta... Mostrar mais
Guia de Concordância Nominal: Regras Simplificadas












Concordância Nominal
A concordância nominal estuda como artigos, pronomes, numerais e adjetivos se relacionam com os substantivos em uma frase. Esse é um conceito básico, mas super importante para você escrever e falar corretamente.
Quando você domina essa regra, seu texto fica muito mais fluido e profissional, o que pode fazer toda a diferença nas suas redações escolares e na comunicação do dia a dia.
💡 Lembre-se que a concordância nominal é como um quebra-cabeça onde todas as peças precisam se encaixar perfeitamente em gênero e número .

Regra Geral da Concordância Nominal
A regra básica é simples: artigos, pronomes, numerais e adjetivos devem concordar em gênero e número com o substantivo a que se referem. É como se todas essas palavras precisassem "combinar" com o substantivo.
Por exemplo, na frase "Os nossos dois brinquedos preferidos estão quebrados", veja como tudo concorda: "os" (artigo), "nossos" (pronome), "dois" (numeral) e "preferidos" (adjetivo) estão todos no masculino plural porque se referem a "brinquedos", que é um substantivo masculino plural.
Essa concordância não é apenas uma regra chata de gramática - ela é fundamental para que seu texto seja compreendido corretamente e não cause confusão para quem está lendo.

Casos Especiais de Concordância Nominal (Parte 1)
Quando um adjetivo se refere a vários substantivos do mesmo gênero, você tem duas opções: colocá-lo no plural mantendo o gênero dos substantivos, ou concordar apenas com o substantivo mais próximo.
Por exemplo, em "O governador recebeu ministro e secretário espanhol", o adjetivo "espanhol" concorda apenas com "secretário". Já em "O governador recebeu ministro e secretário espanhóis", o adjetivo foi para o plural, referindo-se aos dois substantivos.
Essa flexibilidade te permite dar diferentes ênfases à sua frase, dependendo do que você quer comunicar - uma habilidade super útil para suas redações!
💡 Quando tiver dúvida sobre a concordância com vários substantivos, lembre que ambas as formas estão corretas: concordar com todos (plural) ou só com o mais próximo.

Casos Especiais de Concordância Nominal (Parte 2)
Quando o adjetivo vem depois de substantivos de gêneros diferentes, você também tem duas possibilidades: colocá-lo no masculino plural ou concordar com o substantivo mais próximo.
Na frase "Ele apresentou argumento e razão justos", o adjetivo "justos" está no masculino plural, referindo-se tanto a "argumento" quanto a "razão". Já em "Ele apresentou argumento e razão justa", o adjetivo concorda apenas com "razão", que está mais próximo.
A ordem dos substantivos também pode mudar a concordância, como em "Ele apresentou razão e argumento justo", onde "justo" concorda com "argumento". Não é difícil, certo? Você já está pegando o jeito!

Casos Especiais de Concordância Nominal (Parte 3)
Quando o adjetivo vem antes dos substantivos, as regras mudam um pouco. Se o adjetivo for um adjunto adnominal (que determina o substantivo), ele concorda com o substantivo mais próximo, como em "Nunca vi tamanho desrespeito e ingratidão".
Já quando o adjetivo funciona como predicativo, você pode escolher entre concordar com todos os substantivos (indo para o plural) ou apenas com o mais próximo. Compare: "Permaneceu fechada a porta e o portão" versus "Permaneceram fechados a porta e o portão".
Essas variações te dão flexibilidade para construir frases mais elegantes e precisas, algo que seus professores vão adorar nas suas redações!
💡 A posição do adjetivo na frase (antes ou depois dos substantivos) influencia diretamente nas regras de concordância que você deve seguir.

Adjetivos Referentes a um Substantivo com Artigo
Quando você tem vários adjetivos se referindo a um só substantivo determinado por artigo, existem duas maneiras corretas de escrever:
Você pode manter o substantivo no singular e repetir o artigo antes do segundo adjetivo: "Meu professor ensina a língua inglesa e a francesa". Neste caso, fica claro que são duas línguas diferentes.
Ou pode colocar o substantivo no plural e omitir o segundo artigo: "Meu professor ensina as línguas inglesa e francesa". Aqui também fica claro que são duas línguas.
Escolha a forma que parecer mais natural para sua frase. Ambas estão corretas e transmitem a mesma ideia, só mudam na estrutura!
💡 A repetição ou não do artigo pode mudar sutilmente o foco da sua frase - experimente as duas formas para ver qual soa melhor em cada contexto.

Casos Particulares de Concordância Nominal (Parte 1)
Algumas palavras seguem regras especiais de concordância que você precisa conhecer. Por exemplo, "menos", "alerta" e "pseudo" são advérbios e, portanto, ficam invariáveis: "Os soldados estavam alerta" (e não "alertas").
Expressões como "é proibido", "é necessário", "é bom" e "é preciso" permanecem invariáveis quando se referem a substantivos sem determinantes: "É proibido entrada", "Cerveja é bom". Isso acontece porque estamos falando do conceito geral, não de algo específico.
Porém, quando o substantivo vem com determinante, essas expressões concordam normalmente: "É proibida a entrada", "A cerveja é boa". Fácil, não? A presença do artigo faz toda a diferença!
💡 Preste atenção aos determinantes (como artigos e pronomes) - eles são a chave para decidir se expressões como "é proibido" variam ou não.

Casos Particulares de Concordância Nominal (Parte 2)
Palavras como "bastante", "meio", "pouco", "muito", "caro" e "barato" podem funcionar como adjetivos ou advérbios, e isso muda tudo na concordância!
Quando são adjetivos (qualificam substantivos), concordam normalmente: "Serviu-nos meia porção de arroz", "Os automóveis estão caros". Já quando funcionam como advérbios (modificam verbos, adjetivos ou outros advérbios), permanecem invariáveis: "Maria está meio aborrecida", "Esses automóveis custam caro".
Uma dica prática: teste substituindo por outro advérbio como "muito" ou "pouco". Se fizer sentido, provavelmente você está lidando com um advérbio, então a palavra deve ficar invariável.
💡 Para identificar se é adjetivo ou advérbio, pergunte: "O quê?" (adjetivo) ou "Como?" (advérbio). Em "Ela está meio triste" - Como ela está? Meio triste (advérbio).

Casos Particulares de Concordância Nominal (Parte 3)
Os adjetivos "anexo", "obrigado", "incluso", "mesmo", "próprio", "só", "leso" e "quite" concordam com o substantivo a que se referem. Por exemplo: "Seguem anexos os documentos", "A carta segue anexa", "Muito obrigada - disse ela".
É importante não confundir estas palavras com expressões parecidas que são invariáveis, como "em anexo", "a sós" e os advérbios "só" (no sentido de somente), "menos" e "alerta". Por exemplo: "Elas só (somente) esperam uma nova oportunidade", "As meninas ficaram a sós no quarto".
Quando uma palavra pode ter mais de uma função gramatical, preste atenção ao contexto para aplicar a regra correta.
💡 Se precisar agradecer algo, lembre-se: "obrigado" concorda com quem fala - homem diz "obrigado" e mulher diz "obrigada", independentemente de para quem está falando!

Dicas Práticas de Concordância Nominal
Para dominar a concordância nominal, memorize estas dicas super úteis:
A palavra "só" pode ser adjetivo e concordar normalmente ("Eles estão sós"), ou advérbio e ficar invariável ("Eles só precisam de uma chance").
"Bastante" como adjetivo varia conforme o substantivo. Como advérbio não varia.
"Meio" como adjetivo concorda com o substantivo ("meia hora"). Como advérbio fica invariável ("meio cansada").
Essas distinções parecem complicadas no início, mas com prática você vai perceber que são bastante intuitivas. O segredo é identificar a função da palavra na frase!
💡 Uma forma rápida de testar: se puder substituir por "sozinho", "muitos" ou "metade", provavelmente é adjetivo e deve concordar. Se não, é advérbio e fica invariável.

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A concordância nominal é uma regra gramatical fundamental que orienta como as palavras se relacionam em gênero e número dentro de uma frase. Ela é essencial para a construção de textos claros e coerentes, sendo um dos pilares da comunicação... Mostrar mais

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Por exemplo, na frase "Os nossos dois brinquedos preferidos estão quebrados", veja como tudo concorda: "os" (artigo), "nossos" (pronome), "dois" (numeral) e "preferidos" (adjetivo) estão todos no masculino plural porque se referem a "brinquedos", que é um substantivo masculino plural.
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Quando um adjetivo se refere a vários substantivos do mesmo gênero, você tem duas opções: colocá-lo no plural mantendo o gênero dos substantivos, ou concordar apenas com o substantivo mais próximo.
Por exemplo, em "O governador recebeu ministro e secretário espanhol", o adjetivo "espanhol" concorda apenas com "secretário". Já em "O governador recebeu ministro e secretário espanhóis", o adjetivo foi para o plural, referindo-se aos dois substantivos.
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Na frase "Ele apresentou argumento e razão justos", o adjetivo "justos" está no masculino plural, referindo-se tanto a "argumento" quanto a "razão". Já em "Ele apresentou argumento e razão justa", o adjetivo concorda apenas com "razão", que está mais próximo.
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Expressões como "é proibido", "é necessário", "é bom" e "é preciso" permanecem invariáveis quando se referem a substantivos sem determinantes: "É proibido entrada", "Cerveja é bom". Isso acontece porque estamos falando do conceito geral, não de algo específico.
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Quando uma palavra pode ter mais de uma função gramatical, preste atenção ao contexto para aplicar a regra correta.
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"Meio" como adjetivo concorda com o substantivo ("meia hora"). Como advérbio fica invariável ("meio cansada").
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