Do Pau-Brasil ao Governo Geral
A colonização brasileira começou com o período pré-colonial , quando os portugueses exploravam o pau-brasil através do escambo com indígenas. Trocavam ferramentas por madeira, sem estabelecer colônias permanentes.
A economia colonial evoluiu da extração de madeira para o sistema de plantation nas grandes propriedades rurais. Este modelo baseava-se no tripé: latifúndio, monocultura (principalmente açúcar) e mão de obra escrava. Os portugueses preferiam escravizar africanos, pois escravizar indígenas era considerado crime (embora acontecesse).
As Capitanias Hereditárias (1534) dividiram o território em 15 lotes entregues a donatários. Cada donatário recebia uma Carta de Doação e uma Carta Foral que estabelecia seus direitos. Apenas Pernambuco e São Vicente prosperaram, enquanto as outras falharam por falta de recursos, resistência indígena e má administração.
💡 A sociedade colonial era rigidamente hierarquizada: senhores de engenho no topo, seguidos por trabalhadores livres, e na base, escravos e indígenas.
O Governo Geral (1549) foi implantado para centralizar a administração, com capital em Salvador. Os governadores mais importantes foram Tomé de Souza (fundou Salvador), Duarte da Costa (lidou com invasões francesas) e Mem de Sá (expandiu a lavoura de exportação e fundou São Sebastião). Cada capitania passou a ter uma câmara com atribuições como nomeação de servidores, controle de preços e organização da justiça local.



