O Contexto Pré-Revolucionário
A Rússia de 1917 era um país de contrastes profundos. Governada pelo czar Nicolau II, que exercia poder absoluto com apoio da Igreja Ortodoxa e da nobreza, a população de quase 170 milhões de pessoas vivia predominantemente no campo (85%), em condições extremamente precárias. A maioria das terras pertencia à nobreza e à Igreja, deixando os camponeses em situação de miséria.
Até 1861, os mujiques (camponeses) viviam como servos submetidos aos nobres. Mesmo após as reformas do Czar Alexandre II, que lhes concedeu algumas terras, a situação continuava insustentável. A industrialização tardia do país, iniciada na segunda metade do século XIX com capital estrangeiro, criou um proletariado urbano explorado: jornadas longas, baixos salários e ausência total de direitos.
Foi neste cenário que surgiu o Partido Operário Social-Democrata Russo (POSDR), fundado em 1898 com ideologia marxista. O partido logo se dividiu em duas correntes: os mencheviques (minoria), que defendiam uma transição gradual para o socialismo através do desenvolvimento capitalista, e os bolcheviques (maioria), liderados por Lênin, que acreditavam na necessidade de uma revolução proletária imediata.
Você sabia? O "Domingo Sangrento" de 1905, quando soldados do czar metralharam centenas de manifestantes pacíficos, foi um ponto de virada que despertou a consciência revolucionária do povo russo e é considerado um "ensaio geral" da Revolução de 1917.


























